Perfil

A SEDA tem uma grande história e cultura marcada por tradições milenares. Teve seu próprio santuário há cerca de 5.000 anos, pois o homem acreditava que ela era fundamental para a saúde física, emocional e espiritual.

Os fios que teceram esta peça ficaram popularmente conhecidos como ‘Fio da Consciência’. Mesmo com o passar do tempo, sua fama foi mantida, e hoje ela ocupa um lugar de luxo sem perder suas características tradicionais e sustentáveis, como: leveza, maciez, fluidez e respirabilidade.

Esta seda é brasileira, considerada a melhor seda do mundo, ela envolve o precioso trabalho da natureza, onde estão bichos-da-seda alimentados por amoreiras e casulos, tudo isso formando um ciclo perfeito e harmonioso.

A produção dos fios de sua peça gasta o mínimo de energia, e seu tingimento, por ser natural, não agride o meio ambiente.

Sua peça faz parte de mais um capítulo desta história sublime, pois além de ter sido confeccionada à mão, o ciclo levou cerca 1.000 horas (138 dias em média) para ser produzido, desde o bicho-da-seda até a finalização da obra.

Esta preciosidade foi entregue a você. Aproveite para escrever novos capítulos para que ela seja eterna.

Como é feito

MULHERES BORBOLETAS

Há 11 anos, antes da onda que hoje felizmente invade a moda, o mundo e esta coluna, Vanessa Montoro já trabalhava fios de seda de casulos descartados pela indústria têxtil, tingindo-os com pigmentos naturais da beterraba, do café e da erva mate, para criar, manualmente, vestidos em crochê – técnica que aprendeu com a avó. Formada em Fashion Business pela FIT, em NY, Vanessa adotou práticas sustentáveis de um jeito instintivo, como age e acredita, com foco em produtos positivos, produzidos em cadeias limpas, à mão, sob relações de trabalho éticas. As mesmas estabelecidas com as crocheteiras de seu projeto social, o “Mulheres Borboletas”, que emprega artesãs de histórias tão distintas quanto os pontos de crochê que defendem nos rebuscados vestidos da marca. Aqui, apresentamos algumas dessas mulheres e as sensíveis mudanças que a parceria com a marca provocou em suas vidas. Mulheres que já deixaram seu casulo, para voar.


VICTORIA

Matemática folk

"Pegar uma linha e transformar em um vestido é algo mágico”, diz Victoria, 35 anos, seis deles dedicados à crochetar peças da marca Vanessa Montoro. “Faço crochê desde os sete anos, quando a minha avó e minha mãe acharam que era ok, que era seguro, uma criança mexer com agulhas. Ou, vai ver, eu venci pela insistência”, diz ela e ri. Victoria tem senso de humor. E de oportunidade. Já tinha vendido peças de autoria própria na escola e na faculdade, e até feito uma coleção especial para uma marca desfilar na semana de moda Casa de Criadores, antes de telefonar para Vanessa. Era uma tarde tediosa, em seu antigo emprego. “Eu estava na internet e do nada viu as criações dela em um site. Na hora pensei, quero trabalhar com ela, e liguei no ateliê”. Vanessa, conta Victoria, a atendeu “de pronto”. Combinaram de se encontrar. Victoria voltou para casa com rolos de linha, uma encomenda teste e um desafio: crochetar a peça de forma circular, sem costuras, como Vanessa mostrou para ela na reunião. “Eu usava uma costura transparente, fazia peça em duas partes e costurava na lateral. Mas aqui na Vanessa é tudo sem costura, uma peça só, matemática pura. Tem que contar os pontos, fazer contas, construir. E tudo é realmente impecável”, diz Victoria com um orgulho evidente. Ah, ela estudou engenharia. Ama números. “A Vanessa confiou muito em mim, isso foi muito importante. Ela ouve, ensina. Caso contrário, eu não estaria aqui há tanto tempo”, completa. Victoria diz que Vanessa é uma chefe que incentiva e uma amiga. E conta que costuma crochetar ao som de folk music, mas também gosta de metal (Iron Maiden, baby). Magia e matemática, folk e metal e uma certeza: “Ainda bem que decidi ligar para a Vanessa naquele dia. Ainda bem”.

MARIA JOSÉ/h3> A bisavó e a gata

Foram as noras que ajudaram Dona Maria José , 65 anos, a escolher o look da foto. “Tinha que ser especial porque a Vanessa dá muito valor pra gente”, diz ela, antes de completar: “mas se você chegar na minha casa às 7 da manhã, vai me encontrar em ordem, com sapato social e tudo. Eu me arrumo como se fosse sair para trabalhar, mas trabalho de casa. Porque a pessoa que se sente feia, não tem felicidade para nada”. Felicidade não falta ali. “Reclamar não faz parte da minha rotina de maneira nenhuma. Só penso positivo, sempre fui assim, mas fiquei mais depois que conheci a Vanessa”. Gata. É assim que dona Maria José chama Vanessa Montoro, quando ela aparece para dar um oi em meio ao nosso papo. “Oi, gata! Já falo com você, deixa eu só terminar aqui”. É que dona Maria José gosta de fazer uma coisa de cada vez. Nunca começa nada antes de terminar o que está em desenvolvimento. No crochê e na vida. “Quando comecei a trabalhar com a Vanessa, nem grávida do Vigo (hoje 8 anos) ela estava. Fiz um xale azul marinho para e um macacaquinho para ele, quando nasceu... e o menino já está na escola!”, comenta, e tira um lencinho da bolsa para secar as lágrimas. “Desculpa, mas eu me emociono com esse valor todo que temos aqui”. Guarda o lencinho e continua. “Sou bisavó, sabia? Tenho muitos netos. Filhos, eu tenho sete, uma de coração, a Luzinete. Fui mãe pela primeira vez aos 18, minha caçula nasceu quando eu estava nos 30 anos. Comecei a fazer crochê com um barrigão de 9 meses, estava grávida do Claudio, tinha 23 anos. Aprendi com a minha vizinha, fiz um casaquinho verde água para ele. Daí, comecei a criar, nunca copiei nada, fiz vestidos para as minhas três meninas, todos de lã, no mesmo modelo: manga comprida, sainha com nesgas, mas em cor diferente. Lembro bem do primeiro, era laranja com rosa”. A encomenda inaugural foi um susto. “Uma amiga da minha mãe queria porque queria que eu fizesse um vestido para ela usar no casamento da filha. Eu me escondia dela porque não tinha segurança para fazer. Ela me pegou de jeito e fiz. Daí, ela ficou tão feliz... e eu também”. Vieram os enxovais e uma curva na vida. “Fui trabalhar de camelô na José Bonifácio, no centro de São Paulo. Vendia meias e ficava crochetando. O pessoal passava e elogiava, admirava, começaram a pedir coisas, fiz muita amizade, fazia crochê para famílias inteiras”. Até que uma conhecida, que trabalhava para uma das clientes, falou de Vanessa. “Liguei para ela. Ela viu meu trabalho e começou a me ensinar mais. O que eu fazia era diferente. As coisas da Vanessa são muito finas, sofisticadas, chiques mesmo. E ela me ensinou os pontos. Ficava falando ‘faz assim para ficar mais bonito, faz assado que fica ainda melhor’. Fui evoluindo e até hoje tem uns desafios, que pego, porque gosto. Faz bem pra gente encarar e ver que consegue fazer”. Todas as filhas crochetam. Duas por hobby, uma também trabalha para o ateliê. “Tem um talento para o crochê, a Sandra. Disse para ela: vem trabalhar com a mãe”. Deu certo. Enquanto crocheta, Dona Maria José canta hinos da igreja, “e medito em coisas boas, bonitas, porque daí flui melhor”. Nascida no norte da Bahia, Guanambi, Maria José foi para Querência do Norte, no Paraná, aos sete anos, com os pais. Ali cresceu, casou e fez família até migrar para São Paulo. Mora pertinho do Parque do Carmo, o das cerejeiras, sabe? “Já vendi muita maçã do amor lá”, conta. Ela mesmo fazia, “a vida ensinou”, diz. Além de crochê, gosta de cozinhar. Os netos elogiam muito a coxinha com catupiry. Mas tem esfiha também. “E quibe, que não foi a vida que ensinou, foi o Google. Perguntei e ele respondeu”, conta ela, e ri. “Uso muito a internet”.

MARTA

Casa e vida próprias

Vendo a Marta assim, é difícil imaginá-la vestida na seriedade de uma policial militar. Pois, sim, Marta foi PM e também segurança de banco. Passado. Há 12 anos, sua vida deu uma reviravolta. Das boas. Foi mãe de novo (tem um filho de 11 anos e outros dois de 20 e poucos), abriu e fechou um bazar de linhas e, bingo, fez do crochê (que ela pratica desde a infância) uma profissão. Daí, ganhou uma patroa que ela chama de anjo da guarda (sim, Vanessa), comprou a casa própria, depois reformou a casa e ainda ganhou dois netos: Isabelle e Bernardo. Ele, aliás, saiu da maternidade com “calça, casaquinho, sapatos e mantinha”, feitos pela avó, é claro. “O crochê faz parte de todas as conquistas da minha vida”, diz ela. E coloca umas lágrimas em cima do sorriso aberto. Para o dia da foto, Marta cacheou os cabelos, que “estão sempre presos”. Vestiu um look especial e veio feliz, lá de Embu Guaçu, onde mora com o caçula, o Jorge. Tinha ido dormir tarde na noite anterior. “É que eu rendo bem no crochê à noite, durmo tarde todo dia, por volta das duas, três. Mas não acordo antes das 9 horas. O meu trabalho me permite isso, essa flexibilidade, e posso ficar perto do meu filho também”. Música ela não ouve enquanto crocheta, “mas sempre assisto filmes, gosto dos românticos”. Conta que já fez vestido para noiva, para mãe de noiva”... tem um amor pela coisa, ali. E um cuidado. “Tenho um armário no meu quarto só para guardar as linhas da Vanessa. A caixa de agulhas é muito organizada e fica na gaveta do meu criado mudo, com meu caderno e minhas anotações dos pontos, tudo bem pertinho”, detalha ela, que usa caneta vermelha para escrever os números e caneta azul para as palavras. “Mas demorei três peças até conseguir passar no teste da Vanessa”, conta ela. “O fio que ela usa é diferente dos que eu estava acostumada, é sofisticado, de seda, mais grosso. Quando peguei o jeito não parei mais. Faço crochê o dia todo, melhor à noite, como falei. E sempre feliz”. Dá para perceber, Marta.

MARIA DA GLÓRIA<

Mãe, estudante e crocheteira

O que você fez nos últimos dez anos? Dona Maria José, 49 anos, crochetou com carinho e dedicação, criou três filhos (a caçula formada em Educação Física), cuidou de uma casa, prestou vestibular e começou a estudar moda. Entrou na faculdade no ano passado. Estudar é bom demais, digo para Dona Maria José, e ela me responde com o seu primeiro “ô”. É assim, e não com um “é verdade”, que Dona Maria José concorda. No seu “ô”, convivem sua firmeza e suavidade. “Mas, sabe, eu tranquei a faculdade esse semestre para segurar as pontas lá em casa”, diz. O marido está desempregado. E as pontas são seguradas nos pontos do crochê, “mas vou voltar porque comecei, né?! Daí, tem que terminar. Eu gostei muito das aulas de moulage, de história da moda. Parei só por um tempinho”. Filha de mineiro, nascida em São Paulo, daqui dona Maria José nunca saiu. “Mas puxei mais para os mineiros, né?! Falo pouco e baixinho”. Sim, Dona Maria José, come quieto. Conta que prestou vestibular na porta dos 50, como quem diz que foi ao mercado. Que trabalha desde a hora que acorda, “bem cedinho, às quarto e meia da manhã até a hora da novela, mas parando um pouco”. Coisa de quem faz o que ama. Fala que o vestido Saint Tropez é o mais querido dela e, ela suspeita, das clientes também. “Há dez anos tem muita saída, né?!”. E lá vem os dez de novo. Dona Maria José fez o primeiro crochê, adivinhe... aos 10 anos. “Aprendi só de ver minha tia crochetando, daí fui atrás de revista, de gráficos, gostei muito”. Chegou até a Vanessa Montoro por meio de um anúncio de uma oportunidade de emprego. “Eu já tinha trabalhado em outros ateliês, mas não deu certo não”. Quis saber o motivo de não ter acontecido em outros lugares e, Dona Maria José, elegante que é, contou porque aconteceu na Vanessa Montoro. “Olha, aqui, com a Vanessa deu certo porque ela respeita muito a gente, paga um valor justo pelo nosso trabalho, incentiva, tem carinho pela gente, sabe?”. Sabemos, sim, Dona Maria José. “E isso faz muita diferença, né?!”. Ô, se faz!

DONA LUIZA

13 anos e muitas emoções

São 13 anos de parceria entre Dona Luiza e Vanessa Montoro. Dois dos modelos statement da marca, o Mithos e o Woodstock, foram executados pela primeira vez por Dona Luiza. Ela guarda os croquis de Vanessa em um fichário, com carinho. Contudo, para chegar no mar (quase) de rosas, houve muita tormenta, maremotos mesmo. “No começo foi bem difícil, foi complicado pra gente se entender. Admito que não era muito organizada com prazos e com horários, e ela era exigente. Fui pegando o jeito, uma foi acostumando com o jeito da outra, essas coisas”, conta dona Luiza, “há dois anos dos sessenta”. “A Vanessa foi paciente. Aprendi a ter compromisso. Não tinha mesmo. Antes de ver o telefone da Vanessa no mural de uma loja de linhas, eu fazia peças pilotos para uma marca de cama, mesa e banho. Desenvolvia e se eles gostavam, compravam, então era mais solto. Quando liguei para Vanessa achei que seria meio assim. Nem podia imaginar que ficaria aqui por tanto tempo, porque a minha intenção era mesmo de pegar só mais um trabalho”, diz. O crochê também apareceu na vida de Dona Luiza por acaso e para ficar. “Era criança e uma tia fez uma saia para mim. Era de lã, no verão. Imagina…. E era horrível, tinha uns pontos lequinho. Minha mãe disse que era para eu guardar a saia para usar na noite de Natal. Desfiz a saia toda porque queria fazer melhor. Fui à casa da minha vizinha, que trabalhava com pano de prato, e ela me ensinou o ponto corrente. Refiz a saia toda antes que minha mãe percebesse. Peguei gosto, nunca mais parei de crochetar”. Autodidata? “É uma coisa que veio de dentro mesmo”, explica. “Mas eu admito que, às vezes, eu erro. Uma vez insisti para a Vanessa me dar material para crochetar um macacão. Ficou muito feio”, diz e ri. “Aliás, cadê essa peça, hein?,” pergunta ela para Vanessa. O paradeiro é desconhecido, respondeu a estilista, a quem Dona Luiza, chama de filha. “Porque é mesmo como se fosse uma filha para mim. Gosto muito dela, acho que isso, nossa amizade, é o que faz eu trabalhar aqui por tanto tempo”. Só isso? “Não, né. Também gosto muito de fazer crochê. Faço com a TV ligada, sem som, qualquer barulho me incomoda. Se alguém vem falar comigo quando estou crochetando, fico brava. Se o telefone toca, eu me irrito e deixo lá, tocando”. Mesmo se for a Vanessa? Dona Luiza ri. “Ela ouve muito a gente, nos dá liberdade”. “Eu passei muitas coisas boas com a Vanessa, ela fez parte de muitas fases da minha vida e eu da vida dela. É uma coisa mesmo especial”, completa. “Ah, Vanessa, a Isabelle vai nascer na semana que vem, crochetei um vestido, com calcinha e laço para ela. Ficou uma graça, você precisa ver. Diz que vai nascer com quatro quilos”, avisa Dona Luiza. “Eu tenho outros dois netos homens, é a primeira menina”, conta. “Mas tem um monte de outras crianças que gosto muito e me chamam de avó também”.

PRISCILA

Filha de Rosélia, mãe de Caíque

Você vê Priscila. 31 anos, grávida do primeiro filho, Caíque. A crocheteira é a filha mais velha de Rosélia, pernambucana, “que educou 5 filhos de maneira impecável, uma mulher muito batalhadora e pra frente”. Foi Rosélia quem colocou Priscila nas aulas de crochê. “Tinha 12 anos, estudava, e ela me incentivou a fazer panos de prato para eu ganhar meu próprio dinheiro, minha independência”. Hoje, Priscila vê assim. Na época, não gostou muito da ideia. “Minhas colegas eram senhoras e a professora era muito brava”, lembra. “Já vai um tempo que o crochê é a minha terapia. Se não pego um crochê por uma semana, me sinto incompleta”. Do ponto alto e do ponto baixo, movida pela curiosidade, pela ajuda das vizinhas e da internet, Priscila foi evoluindo e criando suas peças. Sua madrinha de casamento conhecia Vanessa e apresentou as duas. “Isso há seis anos. A Vanessa me abriu muitas portas, me ensinou muito, principalmente a acreditar no meu potencial. Sou muito grata”, conta e ilustra a lição. “Levei uma semana para fazer o meu primeiro vestido teste e outra para refazer, não tinha ficado legal mesmo. Na hora, eu me frustrei, sofri, mas com a Vanessa percebi que era capaz”. Os desafios não cessaram. “O último vestido que fiz foi muito especial. Era um Cannes na cor prata, para uma cliente usar em sua bodas de prata. A saia era sobreposta em 25 camadas, muito detalhada. Foram 15 dias de dedicação, ficou lindo. A cliente e eu, muito satisfeitas”. Priscila gosta de ter ao menos uma semana para desenvolver cada peça. “Preciso estar relaxada, com a cabeça limpa e leve, focada, porque no trabalho manual você passa sua energia para a peça”. Nada de TV, de música, apenas silêncio e paz. E Priscila tem mesmo uma paz. “Eu me encanto em ver que consigo transformar uma coisa, uma linha, em uma peça. O universo do artesanal tem essa conquista”, diz, como se estivesse pensando alto. E, por falar, em conquistas, Priscila diz que todas as delas estão relacionadas ao crochê. “Tenho a minha independência, a liberdade de fazer as minhas coisas só por causa do meu trabalho. Isso é muito importante”. Como se vê, Dona Rosélia ensinou bem e Priscila aprendeu direitinho. Diz que quer passar para o Caíque essa vontade de ser dono do próprio nariz, “e o respeito ao próximo, ser sempre muito educado, batalhar para se superar, ter amor pelo trabalho”. Caíque já é um cara de sorte.

Ciclo


PLANTAÇÃO DA AMOREIRA
MULBERRY TREE PLANTATION

Absorção de carbono | Aprox. 45%
Proteção ao solo
Plantação Orgânica


CONSERVAÇÃO DA ESPÉCIE
SPECIE CONSERVATION

Alta qualidade
Notoriedade internacional
Alimentação do bicho-da-seda | 25 dias


ENCASULAMENTO
COCOONING

Bicho-da-seda
Tecendo a seda | 3 dias


BENEFICIAMENTO
PROCESSING

Seda natural e pura = 75% de fibra + proteína serecina fio atóxico
Antichamas | Hidratante natural
Biodegradável | Térmico


ATELIÊ VANESSA MONTORO
VANESSA MONTORO ATELIER

Boas práticas socioambientais
Produto com baixo impacto ambiental
Atemporal | 100% seda


CROCHETEIRAS
CROCHET

100% Artesanal
Produção em 40 dias
Alta geração de renda


PÓS TINGIMENTOS
POST-DYE

Fiação e beneficiamento do fio


TINGIMENTO
DYE

Aprox. 35% do tingimento de base vegetal
Pigmentos naturais